Quando a selfie é mais do que uma simples foto

Estima-se que 94% das instituições financeiras globais sofreram alguma fraude virtual, como a tentativa de forjar identidade, conforme estudo da Forrester Consulting do segundo semestre de 2018. Nos Estados Unidos, foram registrados quase 3 milhões de atos relacionados à fraude, à forja de identidade e outras reclamações semelhantes, de acordo com o levantamento “Consumer Sentinel […]

4 de outubro de 2019 17:43 - Atualizado às 17:47

Quando a selfie é mais do que uma simples foto

Estima-se que 94% das instituições financeiras globais sofreram alguma fraude virtual, como a tentativa de forjar identidade, conforme estudo da Forrester Consulting do segundo semestre de 2018. Nos Estados Unidos, foram registrados quase 3 milhões de atos relacionados à fraude, à forja de identidade e outras reclamações semelhantes, de acordo com o levantamento “Consumer Sentinel Network”, produzido pela Federal Trade Comission no ano passado. O estudo indica que os consumidores perderam US$ 1.48 bilhão no período com esse tipo de fraude, aumento de US$ 406 milhões frente a 2017.

Assim como a leitura biométrica das digitais e palma da mão pode ser usada para identificar um usuário nos caixas eletrônicos das instituições financeiras, já existem soluções no mercado que usam a selfie como reconhecimento facial para validar a assinatura digital de contratos, identificar usuários para confirmar transações, entre outras possibilidades.

“Embora o meio digital traga a facilidade de não precisar ir a uma agência para assinar um contrato, definir um processo eficaz no cadastro dos clientes e agregar o uso de tecnologia para reconhecimento facial com prova de vida mitiga os riscos e diminui a chance de fraudes, especialmente para os bancos digitais”, explica o gerente de Engenharia de Produtos da Tecnobank, Isaac Ferreira.

No mundo físico, um estelionatário pode usar um documento oficial com dados falsos para abrir e movimentar uma conta corrente, contratar um empréstimo e até mesmo solicitar um cartão de crédito. Com o mecanismo de validação da imagem, a Tecnobank é capaz de indicar a existência de riscos em uma tentativa de forjar documentos e garantir a confiabilidade das operações realizadas.

“Nós não usamos a foto para validar os contratos. Utilizamos um algoritmo biométrico extraído da foto capturada no onboarding (processo de cadastro, formalização e aprovação digital do cliente) para comparar com uma nova selfie capturada no momento da assinatura de algum documento ou realização de transação”, explica o gerente da Tecnobank. O processo leva menos de 10 segundos, ao todo.

Uma estimativa do Boston Consulting Group aponta que 15 milhões de brasileiros já têm contas em bancos digitais (que não têm agências físicas). De acordo com Ferreira, essas empresas são potenciais clientes para o serviço que envolve reconhecimento facial e assinatura digital no combate a fraudes financeiras.

“A legislação permite hoje a assinatura digital utilizando o meio eletrônico. No entanto, a biometria pode se entender como um meio para identificação e, na sequência, a validação da assinatura digital. Nós seguimos todos os cuidados para atender a essas leis”, ressalta o gerente da Tecnobank.

Ao menos duas regras precisam ser seguidas: a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), de 2018 – com vigência a partir de agosto de 2020, e a Medida Provisória 2.200-2, de 2001, que reconhece a legalidade das assinaturas digitais.

Além de evitar fraudes e dar mais confiabilidade aos processos digitais, o reconhecimento facial “via selfie” em qualquer canal digital também pode ser usado em conjunto com o blockchain. Essa tecnologia trata-se de uma espécie de banco de dados compartilhado e distribuído para registrar transações entre as partes, sem que necessariamente haja uma autoridade central para garantir que sejam verificadas e seguras. “O reconhecimento facial poderia atuar no lugar da assinatura física ou da biometria nos ATMs (Automatic Teller Machines), como uma garantia de que se trata do usuário contratante do respectivo serviço”, completa o gerente da Tecnobank.

Tecnobank lança app de assinaturas eletrônicas

A tecnobank apresenta ao mercado o VerifiKey – uma plataforma antifraude de assinatura eletrônica para contratos e outros documentos. Por meio de validação biométrica com reconhecimento facial e confirmação de dados, o aplicativo realiza a comparação de fotos tiradas no instante da assinatura com documentos oficiais, com maior segurança e agilidade. Disponível nas versões web e app, o VerifiKey conta com validação de documento com foto, ValidaKey®, que é um conjunto de evidências para validade jurídica, consulta de documentos assinados, assinatura de documentos eletronicamente e validação da biometria facial.

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